Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 3 milhões de pessoas possuem doença de chagas no país e a maioria já na fase crônica, quando órgãos como coração e esôfago começam a inflamar e inchar. O problema é que 40% dos pacientes abandonam o tratamento nos primeiros dez dias porque o benznidazol, único medicamento usado contra a moléstia, provoca muitos efeitos colaterais. Com base nessa constatação, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) emRibeirão Preto (SP) conseguiram desenvolver uma substância cinco vezes mais eficiente que a atual e, principalmente, menos tóxica ao ser humano.
Segundo os pesquisadores, o resultado foi obtido a partir de modificações na estrutura molecular do próprio benznidazol, usado no tratamento da doença de chagas há 40 anos. O remédio atua no sentido de eliminar da corrente sanguínea o Trypanossoma Cruzi – parasita transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro. Os testes in vitro constataram que a nova molécula é capaz de matar o parasita, sem ser tóxica para a célula humana. O próximo passo é testar uma quantidade maior da substância em camundongos.
- Muito bom! É um caminho para a cura da doença.
Fonte: R7.com


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