terça-feira, 15 de setembro de 2015

Redução intensa da pressão arterial diminui mortalidade por doenças cardíacas



De que forma e o quanto pode ser reduzida a pressão arterial? A urgência para conseguir uma resposta fez pesquisadores americanos terminarem uma grande pesquisa com um ano de antecedência. E a conclusão é que as diretrizes atuais da medicina são muito conservadoras. Reduzir a pressão arterial tem seus riscos, como a maior exposição a efeitos colaterais de drogas, além do questionamento de que os pacientes idosos precisariam de maior pressão arterial para levar o sangue ao cérebro. A pesquisa trabalhou com dois grupos, totalizando 9.300 pessoas: um teria a pressão arterial sistólica abaixo de 120 — muito menor do que as diretrizes atuais, que determinam a marca de 140. O outro grupo, voltado para pessoas com mais de 60 anos, teria o mesmo índice baixado para 150. A pressão arterial sistólica é o maior valor verificado durante a averiguação da pressão arterial. Seria, por exemplo, de 120, para quem tem pressão arterial de 120x80. Em ambos os grupos, o risco de ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais foram reduzidos a um terço, enquanto o risco de morte diminuiu em quase um quarto. O encerramento do estudo estava previsto para 2017, mas, considerando a importância dos resultados para a saúde pública, o Instituto Nacional para o Coração, Pulmão e Sangue dos EUA anunciou suas conclusões esta sexta-feira. Naquele país, 79 milhões de adultos — um em cada três — têm pressão arterial elevada, e metade das pessoas em tratamento ainda tem pressão sistólica acima de 140. Segundo especialistas, a mudança das diretrizes da pressão arterial reduziria os casos de doença cardiovasculares, uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos e em emergentes. A pesquisa ressalta, no entanto, que é preciso ter mais cuidado com os pacientes mais idosos — 28% dos voluntários no levantamento tinham mais de 75 anos. Existe o temor de que uma interação nociva seja formada entre a queda da pressão arterial e o consumo de medicamentos para doenças crônicas, que é maior em pacientes de faixa etária elevada. A pressão arterial muito baixa pode levar a tonturas e quedas.

- A saúde é o nosso bem mais precioso.

Fonte: Jornal Extra

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