sexta-feira, 10 de abril de 2015

Brasil cumpre apenas duas das seis metas do programa Educação para Todos, diz Unesco



Os dados sobre o relatório final do compromisso Educação para Todos, firmado em 2000 por 164 países integrantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), foram interpretados de forma diferente pela entidade e pelo governo brasileiro. De um lado, a Unesco considerou que o país atingiu apenas duas das seis metas do pacto internacional com vigência até 2015. Do outro lado, o Brasil ressalta que cumpriu todos os compromissos.

Entre as metas consideradas não cumpridas pela Unesco, estão a expansão do ensino na primeira infância, a oferta de aprendizagem de habilidades a jovens e adultos, a alfabetização de adultos e a qualidade da educação, em termos gerais. Os quesitos, ainda na avaliação da entidade, atendidos pelo Brasil foram a universalização do ensino fundamental e a garantia de equidade de gênero nas escolas. Na etapa seguinte, da educação primária, considerada pela Unesco os primeiros anos do ensino fundamental, o Brasil atingiu a universalização, representada pela taxa de aproximadamente 97% de matriculados (incluindo os anos finais). Apesar de os 3% restantes serem um índice residual, Rebeca afirma que é necessário buscar esses alunos, que são, sobretudo, indígenas, ribeirinhos, quilombolas e crianças pertencentes a outros grupos vulneráveis. No caso da educação dos jovens, ainda na avaliação da Unesco, o Brasil não conseguiu demonstrar avanços nos pontos avaliados, tais como a oferta de cursos para habilidades técnicas. Os dados do ensino médio, que registram alta evasão escolar e distorção idade-série, também prejudicaram o país, segundo a entidade. Dos jovens de 15 a 17 anos, menos de 60% cursam o ensino médio, que é a fase adequada para a faixa etária. Sobre a qualidade da educação, pontuações ainda distantes do considerado adequado em avaliações oficiais, bem como a necessidade de avançar na qualificação dos professores e na infraestrutura das escolas, colaboraram para deixar o Brasil fora dos países que atingiram a meta, de acordo com a representante da Unesco no Brasil. Não foi incluída nenhuma meta sobre financiamento da educação no pacto liderado pela Unesco. Mas o relatório destacou o Brasil, ao lado de Etiópia e Nepal, como nações pobres que destinaram recursos consideráveis para o ensino. O Brasil cumpre o que é preconizado pela entidade: aplicação de 4% a 6% do PIB na área ou 20% do orçamento. Hoje, o país investe cerca de 6,5% do PIB.


- Estamos muito aquém do almejamos para nossos jovens.

Fonte: Extra Online. 

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